quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
terça-feira, 29 de maio de 2012
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
FOB - Nova Tabela de Preço de Anilha
Itabaiana/PB, 29 de Fevereiro de 2012
TABELA DE PREÇOS DE ANILHAS – MARÇO/2012
Diâmetros | Até 3,2 mm | 3,3 à 4,5 mm | 4,6 à 5,5 mm | 6,0 mm | 6,1 à 10 mm | 10 à 15 mm |
Janeiro | ||||||
Fevereiro | ||||||
Março | R$ 1,25 | R$ 1,44 | R$ 1,60 | R$ 1,80 | R$ 2,80 | R$ 3,00 |
Abril | R$ 1,30 | R$ 1,50 | R$ 1,66 | R$ 1,87 | R$ 2,92 | R$ 3,12 |
Maio | R$ 1,35 | R$ 1,56 | R$ 1,73 | R$ 1,94 | R$ 3,01 | R$ 3,25 |
Junho | R$ 1,40 | R$ 1,62 | R$ 1,80 | R$ 2,01 | R$ 3,16 | R$ 3,39 |
Julho | R$ 1,45 | R$ 1,68 | R$ 1,86 | R$ 2,08 | R$ 3,29 | R$ 3,53 |
Agosto | R$ 1,50 | R$ 1,73 | R$ 1,92 | R$ 2,16 | R$ 3,43 | R$ 3,67 |
Set.à Dez.. | R$ 1,50 | R$ 1,73 | R$ 1,92 | R$ 2,16 | R$ 3,43 | R$ 3,67 |
À
Ref.: Alteração de endereço
Caro Presidente,
Para que possamos agilizar o processo de fabricação de anilhas, a partir de 01 de março, toda e qualquer correspondência dirigida a FOB deverá ser enviada para o endereço à baixo:
Federação Ornitológica do Brasil
Caixa Postal : 340
Cep.: 13.256-970
Itatiba/ SP
Atenciosamente,
Federação Ornitológica do Brasil
Guido Nardi Neto
Vice-Presidente Administrativo
Guido Nardi Neto
Vice-Presidente Administrativo
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Seleção de Linhagens
Na criação de canários, é comum o criador comprar um pássaro excepcional, por um preço idem e, para seu infortúnio, esse reprodutor só produzir pássaros de qualidade mediana. Toda a culpa acaba sendo jogada nesse pássaro, que não conseguiu imprimir as suas boas características, ou no outro componente do casal. Raramente o próprio criador reconhece não haver definido alguns critérios na hora do acasalamento.
Sempre ouvimos que determinado criador está na frente dos demais só porque importou alguns pássaros para seu plantel. Também não é inteiramente correto, pois, assim sendo, não estaríamos melhor em muitas cores do que os europeus, que são a fonte das importações.
O que apenas uma parcela atenta é para o fato da necessidade de formação de linhagens dentro dos seus plantéis; quem isso percebe, vai longe. No Campeonato Brasileiro, anualmente, nas listas dos classificados há uma repetição dos nomes dos criadores, e não é por acaso. Por quê um criador vende o seu Campeão Brasileiro e no outro ano volta a vencer, sem que os filhos daquele pássaro apareçam? A resposta é: esse criador possui uma linhagem de pássaros, e o campeão é só um integrante dessa família. Por outro lado, alguns criadores criteriosos, mesmo com menor expressão nacional, vem, ano após ano, subindo de posição entre os premiados.
É lógico que um pássaro que vence possui maior probabilidade de reproduzir bem, em função de toda a seleção que ocorreu para que ele nascesse e fosse escolhido no concurso. Porém, para os criadores que estão buscando um lugar entre os já "consagrados", o que deve ser feito? Seria muita presunção dar aqui uma receita de como criar somente pássaros premiados, pois nem eu mesmo sei. Aliás, ninguém sabe! O que quero frisar é que os criadores devem conhecer bem os seus plantéis, com as suas características e defeitos, para que possam "lapidar" os filhotes como desejarem, partindo dos acasalamentos.
Hoje, na canaricultura, os campeões quase sempre são escolhidos nos ligeiros detalhes que os diferenciam dos demais. Algumas cores estão tão avançadas que os critérios de desempate chegam a ter caracteres de subjetividade.
Na formação de uma linhagem devemos partir de pássaros que estejam muito próximo do desejado, consolidando essas características através, principalmente, de consangüinidade nos acasalamentos. Porém, será muito difícil se obter bons resultados com pássaros muito distantes dos padrões ideais.
Não é verdade que somente os grandes criadores, em tamanho de plantel ou prêmios, detenham todas as melhores características em suas aves. Criadores sérios e determinados tem conseguido ótimos resultados e produzido pássaros que trazem características positivas bem definidas.
Quando um reprodutor transmite muito bem as suas características, é um bom indicativo de que foi selecionado para essa finalidade, e que estas características estão estabilizadas no plantel, através de homozigoze.
Muitos falam em "choque de sangue" sem parar para pensar em como ele ocorre, ou qual é a sua finalidade. Acabam introduzindo pássaros novos em seus plantéis, sem nenhum critério objetivo, só para "mudar de sangue". No entanto, só haverá choque sangüíneo quando uma das linhagens estiver fechada e estabilizada por homozigoze. O outro pássaro, com informação diversa, promoverá uma injeção de novas características naquela linhagem. O resultado poderá ser dos melhores, se bem dirigido.
De maneira geral, podemos resumir que o caminho está na fixação de bons caracteres no plantel, fechando-o após atingir o nível de apuro ideal, e introduzir, após esse momento, pássaros de qualidade, com as características desejadas para complementar aquele grupo. Assim, os objetivos propostos com os acasalamentos tecnificados estarão mais perto de ser alcançados.
Quadro de vitaminas
A
Indicações: Nas hipovitaminoses e suas manifestações.
A Carência da vitamina A pode ocasionar: afecções oculares: conjutivos, querato conjuntivos. Cegueira noturna em caninos e felinos.
Aves: o sintoma de deficiência da vitamina a é crescimento retardado. Nas reprodutoras ocorre diminuição na produção de ovos.
Modo de Usar: 1g a 3g por kg de ração.
B1
Indicações: Polineurites e inapetência em caninos e felinos.
A carência da vitamina B1 pode ocasionar: transtornos gastrointestinais em caninos e felinos.
Aves: a deficiência de vitamina B1 traz desordens nervosas em aves jovens ou adultas, culminando em uma paralisia característica chamada polineurite.
Modo de Usar: 1g a 3g por kg de ração.
B2
Indicações: Auxilia nas convalescenças, atraso de crescimento, algias e alterações neuromusculares.
Aves: a deficiência da vitamina B2 causa baixa eclosão e embriões com dedos torcidos e deformados.
Modo de Usar: 1g por Kg de ração a 2g por 10Kg de ração.
B6
Indicações: Auxilia o crescimento e a reprodução. Melhora o apetite.
Aves: a deficiência da vitamina B6 ocasiona movimentos desordenados, seguidos de convulsões, exaustão e morte.
Modo de Usar: 1g por Kg de ração a 2g por 5Kg de ração.
B12
Indicações: Nas anemias macorcíticas e nas produzidas por hemorragias e actos cirúrgicos. Utilizada no tratamento de doenças anemiantes. Revitalizador das forças durante o crescimento, convalescenças e nas perdas de peso e apetite.
Aves: A vitamina B12 é essencial para as aves jovens e também aves reprodutoras.
Modo de Usar: 1g por kg de ração a 3g por 10Kg de ração.
C
Indicações: Nas hipovitaminoses provocadas por defeitos da síntese ou absorção desta vitamina. Aumenta as defesas orgânicas nas convalescenças de doenças infecciosas, hemorrágicas e febris.
Aves: utilizada na prevenção e tratamento do stress, viagens e mudanças de alojamento.
Modo de Usar: 0,5 por kg de ração a 2g por 10Kg de ração.
D3
Indicações: No tratamento do raquitismo e osteomálacea. Regula a fixação de cálcio e fósforo nas consolidações de farturas e diastrofia óssea. Nos períodos de crescimento e lactação.
Aves: a deficiência da vitamina D3 ocasionará cascas finas e quebradiças nos ovos ou memos paraliação da postura.
Modo de Usar: 1 a 2g por kg de ração.
E
Indicações: Para restabelecer os níveis de vitamina E.
A carência da vitamina E pode ocasionar: azoospermia e necrospermia nos machos; infertilidade, abortos e esterilidade nas fêmeas.
Aves: a vitamina E é indicada para o melhor sucesso das reprodutoras e eficiências na eclosão.
Modo de Usar: 1g por kg de ração a 2g por 10Kg de ração.
H
Indicações: Dermatite, atraso no crescimento, anorexia.
Aves: a deficiência da biotina (vitamina H) ocasiona dermatite. A base dos pés fica áspera, calosa e se arrebentam, formando hemorragias.
Modo de Usar: 2g por kg de ração a 2g por 5Kg de ração.
K
Indicações: Anti-hemorrágico e diminuidor do tempo de coagulação do sangue. Como acelerador da protrombina do sangue.
Utilizada nas fases prés o pós cirúrgicas.
Aves: aumenta a resistência a hemorragias e diminui o tempo de cicatrização.
Modo de Usar: 1g por kg de ração a 3g por 10Kg de ração.
Enviado por: Ivo Leite
Pequenos Problemas na Reprodução:
A estação de criação é para os criadores uma fonte de questões e também de problemas. Eis aqui alguns deles referentes aos ovos e aos filhotes no ninho.
O que fazer com os ovos claros?
É normalmente por volta do sexto dia que o criador observa se os ovos estão fecundados. Quando não estão, são chamados de "claros". Deve-se então retirá-los?
Sim, se todos estiverem claros. A fêmea fará então uma outra postura: postura de substituição.
Certos casais, contudo, são capazes de identificar ovos claros. Podem até expulsá-los do ninho. Porém a maior parte dos casais não fazem isso. Assim, retirando-se esses ovos evita-se que a fêmea se desgaste por uma incubação inútil. Também ganha-se tempo. É interessante que o criador conserve cuidadosamente um ou dois ovos claros. Podem servir para um outro ninho. Deve-se juntar um ovo claro a uma ninhada pouco abundante de pequenos pássaros.
O ovo claro evita que os filhotes novos sejam esmagados acidentalmente. Num ninho, vazio, o ovo claro pode estimular a postura ou, como se verá, constatando-se se um casal não come os ovos. Se numa postura ocorreu apenas um ovo claro, estando os outros fecundados, deve-se então deixá-lo.
É normalmente por volta do sexto dia que o criador observa se os ovos estão fecundados. Quando não estão, são chamados de "claros". Deve-se então retirá-los?
Sim, se todos estiverem claros. A fêmea fará então uma outra postura: postura de substituição.
Certos casais, contudo, são capazes de identificar ovos claros. Podem até expulsá-los do ninho. Porém a maior parte dos casais não fazem isso. Assim, retirando-se esses ovos evita-se que a fêmea se desgaste por uma incubação inútil. Também ganha-se tempo. É interessante que o criador conserve cuidadosamente um ou dois ovos claros. Podem servir para um outro ninho. Deve-se juntar um ovo claro a uma ninhada pouco abundante de pequenos pássaros.
O ovo claro evita que os filhotes novos sejam esmagados acidentalmente. Num ninho, vazio, o ovo claro pode estimular a postura ou, como se verá, constatando-se se um casal não come os ovos. Se numa postura ocorreu apenas um ovo claro, estando os outros fecundados, deve-se então deixá-lo.
Ovo rachado e ovo furado.
Se um ovo acidentalmente rachado, é possível conservá-lo usando-se cola ou gesso com um pincel. Geralmente, porém, este ovo gora pela contaminação com micróbios. Quando um ovo está furado, isto geralmente acontece devido às unhas muito pontiagudas dos pais. Esse ovo não se desenvolverá. É muito raro que o ovo seja furado por uma bicada; o furo seria muito maior e, frequentemente, quando isso ocorre, o ovo é comido pelos pais. É necessário observar para que as unhas não fiquem afiadas e, se necessário, deve-se cortar suas pontas com tesoura.
Se um ovo acidentalmente rachado, é possível conservá-lo usando-se cola ou gesso com um pincel. Geralmente, porém, este ovo gora pela contaminação com micróbios. Quando um ovo está furado, isto geralmente acontece devido às unhas muito pontiagudas dos pais. Esse ovo não se desenvolverá. É muito raro que o ovo seja furado por uma bicada; o furo seria muito maior e, frequentemente, quando isso ocorre, o ovo é comido pelos pais. É necessário observar para que as unhas não fiquem afiadas e, se necessário, deve-se cortar suas pontas com tesoura.
É preciso retirar-se os ovos e depois retorna-los ao ninho?
Muitos criadores retiram os ovos que vão sendo postos até o terceiro para então, devolvê-los juntos ao ninho. Os ovos retirados são colocados sobre algodão ou painço e diariamente revirados para se evitar que o embrião cole na casca. Eles fazem isso para conseguir uma eclosão agrupada. É que, frequentemente, o filhote nascido por último fica menor e, assim, essa demora de crescimento pode levar ao abandono pelos pais e à morte. A morte de um filhote pode prejudicar a totalidade deles se o cadáver não for removido.
Os ovos são postos isoladamente: um ovo por dia, e dois dias podem separar o primeiro do segundo ovo. Portanto, as eclosões são agrupadas. Ela pode ocorrer num mesmo dia ou dois dias somente. Na galinha, vinte pintainhos podem eclodir ao mesmo tempo.
Experiências têm mostrado que a fêmea move os ovos regularmente. Isso pode ser verificado pela marcação suave com um lápis. Deslocando-se os ovos ela permite uma incubação regular: os ovos situados na periferia recebem menos calor que aqueles do centro do ninho o que poderia acarretar uma demora no seu desenvolvimento. A fêmea muda então os ovos do centro para a periferia e vice-versa. Alguns casais de aves parecem poder avaliar o grau de desenvolvimento do embrião, seja pelo equilíbrio do ovo, seja pelos primeiros gritos dos filhotes prestes a nascerem. A movimentação dos ovos pode ser necessária quando a ninhada chega de 4 a 6 ovos ou mais. Ela tem a finalidade de assegurar a eclosão agrupada. No ovo, o futuro embrião fica admiravelmente suspenso, de tal modo que esteja no alto, sobre a gema. Em seguida as ligações embrionárias protegem o embrião e o sustentam. O embrião pode correr o risco de colar na casca. Num ovo gorado pode-se observar um embrião imperfeito, colado na casca; isto ocorre após a morte do embrião. Ela pode ser acidental (resfriamento), genética (tara) ou microbiana.
Os ovos são postos isoladamente: um ovo por dia, e dois dias podem separar o primeiro do segundo ovo. Portanto, as eclosões são agrupadas. Ela pode ocorrer num mesmo dia ou dois dias somente. Na galinha, vinte pintainhos podem eclodir ao mesmo tempo.
Experiências têm mostrado que a fêmea move os ovos regularmente. Isso pode ser verificado pela marcação suave com um lápis. Deslocando-se os ovos ela permite uma incubação regular: os ovos situados na periferia recebem menos calor que aqueles do centro do ninho o que poderia acarretar uma demora no seu desenvolvimento. A fêmea muda então os ovos do centro para a periferia e vice-versa. Alguns casais de aves parecem poder avaliar o grau de desenvolvimento do embrião, seja pelo equilíbrio do ovo, seja pelos primeiros gritos dos filhotes prestes a nascerem. A movimentação dos ovos pode ser necessária quando a ninhada chega de 4 a 6 ovos ou mais. Ela tem a finalidade de assegurar a eclosão agrupada. No ovo, o futuro embrião fica admiravelmente suspenso, de tal modo que esteja no alto, sobre a gema. Em seguida as ligações embrionárias protegem o embrião e o sustentam. O embrião pode correr o risco de colar na casca. Num ovo gorado pode-se observar um embrião imperfeito, colado na casca; isto ocorre após a morte do embrião. Ela pode ser acidental (resfriamento), genética (tara) ou microbiana.
Os recém-nascidos jogados para fora do ninho.
A eclosão geralmente ocorre pela manhã e é quando o criador encontra 1 ou 2 filhotes fora do ninho, já frios. Se eles ainda se movem, pode-se aquecê-los com um bafejo antes de retorná-los ao ninho. Porém deve-se ter mais atenção e revê-los sempre, pois correm o risco de serem novamente jogados para fora.
Aí surge uma dúvida; foi acidente ou foi acto voluntário? A confirmação do ato voluntário é dada por pequenas feridas produzidas pelo bico do pai que expulsou os filhotes, geralmente causadas numa pata ou asa do filhote. Quando isso acontece, pode-se colocar os filhotes no ninho de um outro casal, onde geralmente são bem acolhidos quando nesse novo ninho existem filhotes de idade semelhante. Se os filhotes são recolocados com a mãe, é conveniente retirar-se o macho. Geralmente o macho é o culpado. Para ele, os filhotes no meio dos ovos não eclodidos são tomados como intrusos ou corpos estranhos que precisam ser retirados. Durante a incubação e na semana subsequente os pais vigiam atentamente a limpeza do ninho. É raro que todos os filhotes sejam expulsos; eles não o são quando fica ainda um ou dois ovos no ninho, após sua eclosão.
Aí surge uma dúvida; foi acidente ou foi acto voluntário? A confirmação do ato voluntário é dada por pequenas feridas produzidas pelo bico do pai que expulsou os filhotes, geralmente causadas numa pata ou asa do filhote. Quando isso acontece, pode-se colocar os filhotes no ninho de um outro casal, onde geralmente são bem acolhidos quando nesse novo ninho existem filhotes de idade semelhante. Se os filhotes são recolocados com a mãe, é conveniente retirar-se o macho. Geralmente o macho é o culpado. Para ele, os filhotes no meio dos ovos não eclodidos são tomados como intrusos ou corpos estranhos que precisam ser retirados. Durante a incubação e na semana subsequente os pais vigiam atentamente a limpeza do ninho. É raro que todos os filhotes sejam expulsos; eles não o são quando fica ainda um ou dois ovos no ninho, após sua eclosão.
O número óptimo de filhotes.
Quando existem muitos filhotes num ninho raramente eles se desenvolvem convenientemente. Frequentemente um fica mais atrasado, seja o último a nascer, seja uma mutante. Toda a ninhada pode ter seu desenvolvimento retardado porque os pais não conseguem satisfazer a todos os filhotes. Ao contrário, se a ninhada é de apenas um filhote, ela arrisca ser abandonada pelos pais quando desejam recomeçar uma nova ninhada. Existe um número óptimo de filhotes. Ele depende das aves. Para os canários e pequenos exóticos é de três filhotes, raramente quatro. Dessa forma tem-se maiores chances de obter-se pássaros grandes. A procura dos filhotes pelo alimento é muito importante para estimular os pais, mas não deve ser excessiva e, por conseguinte, para que todos os filhotes sejam bem nutridos. É interessante que o criador equilibre as ninhadas, às vezes removendo um ou dois filhotes. Se eles não estiverem anilhados, pode-se marcá-los com um hidrocor. Quando começarem a emplumar fica fácil de identifica-los. Salvo quando houver necessidade, não se deve provocar a saída dos filhotes do ninho. É preciso que saiam por si só. Se forçarmos a saída deles, ficarão mais selvagens, mais tímidos. Ficando mais tempo no ninho, sentem-se mais seguros. É possível que anomalias de comportamento sejam provenientes de uma "má saída" do ninho.
Autoria: Maurice Pomarède
Revista Pássaros-Ano 4 n 0 13
Revista Pássaros-Ano 4 n 0 13
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Anilhas - Identificando o ano através das cores
“A cor das anilhas FOB 2011 é azul, a mesma cor foi usada nas anilhas 2008, pois a FOB segue a convenção da COM (Confederação Ornitológica Mundial) que predetermina a cor oficial de cada ano.” (trecho retirado do Site da FOB)
Podemos ver nas fotos a seguir, uma anilha 2008 na pata de um canário e a anilha 2011 da mesma cor.
2008 – Azul
2009 – Lilás
2010 – Laranja
2011 – Azul
Podemos ver nas fotos a seguir, uma anilha 2008 na pata de um canário e a anilha 2011 da mesma cor.
2008 – Azul
2009 – Lilás
2010 – Laranja
2011 – Azul
Fonte: canaril.curico@bol.com.br
Identificando e prevenindo as doenças dos canários
O criador de canários precisa reconhecer as doenças que acometem os canários, para identificá-las no dia a dia de sua criação. Desta forma ele poderá transmitir os dados para um Veterinário da área, para realizarem um trabalho conjunto. Após a identificação e confirmação da doença são tomadas medidas de tratamento e prevenção para uma futura criação. A finalidade deste esquema de trabalho é a manutenção de bons reprodutores e a geração de filhotes saudáveis, com desenvolvimento pleno de seu potencial genético.
Doenças comuns dos Canários
Coccidiose
Doenças comuns dos Canários
Coccidiose
A coccidiose é uma das mais importantes causadoras de morte dos filhotes de primeira semana de vida e filhotes no desmame. Agride os pintassilgos em grande escala. Causa excesso de consumo de alimento com emagrecimento concomitante. Diarréia com fezes amareladas ou fezes com sangue. Peito seco associado ao aumento de volume do intestino, observado ao exame da barriga do canário. Existem várias medicações úteis para tratamento e controle da coccidiose Baycox é curativo, mas não permite que a ave gere imunidade para a prole. Coccinon-Vitasol Amgercal-ProAve – é o coccidex registrado no Brasil, cuja ação é preventiva (dose de 20g em 1 litro de água 20 dias) e curativa (dose de 40 a 60g por litro de água 4 dias, com retorno a dose preventiva a seguir) - age no dia da exposição do pássaro às coccidias, tornando-o excelente para uso em momentos de risco de contaminação, como campeonatos, exposições, feiras, concursos, empréstimos de reprodutores, chegada ao novo criatório, etc. Nunca indico as Sulfas, pois causam azoospermia (perda de espermatozóides nos machos – ou seja infertilidade. Para filhotes podemos prescrever NalytH Baby na papinha durante 7 dias de vida, e 7 dias do desmame. Eu uso no meu criatório de canários frisados este programa de tratamento de filhotes na papinha Energet Amgercal, que confere ótima consistência e balanceamento nutricional.
Bacterianas (Peito Seco -Mycoplasmose; Pinta Preta – Salmonelose ; diarréia do ninho e morte do desmame - Colibacilose; Lesões de Pata - Staphylo e Streptococcose)
Bacterianas (Peito Seco -Mycoplasmose; Pinta Preta – Salmonelose ; diarréia do ninho e morte do desmame - Colibacilose; Lesões de Pata - Staphylo e Streptococcose)
As doenças bacterianas mais freqüentes em canários são: Pasteurella spp (Cólera Aviária); Salmonella spp (Tifo e Paratifo); Haemophilus spp (Coriza infecciosa); Clostridium spp (Enterite Necrótica e Ulcerativa); Escherichia coli (Enterite, Aerosaculite, Peritonite e Septicemia); Staphylococcus spp (Pododermatite, Dermatite e Artrite), Streptococcus spp (Estreptococose) Clostridium, Erysipela, Borrelia e Mycoplasma Doença Crônica Respiratória). Os sintomas mais comuns de aves com infecções bacterianas são: pododermatite (infecção das patas), coriza (corrimento nasal), sinusite (inchaço peri-ocular), artrite infecciosa (inflamação das juntas com varicoses das veias da pata), infertilidade infecciosa dos machos (ovos brancos por mycoplasma), ovos brancos (infertilidade de macho ou acidez da fêmea), problemas respiratórios na criação (rouquidão, perda da voz , perda de notas e tons corretos do canto, Doença Crônica Respiratória), “peito seco” (emagrecimento rápido e mortal - Mycoplasmose), enterites (diarréias ou inflamação de intestino); Pinta Preta (vesícula biliar aumentada - Salmonelose); diarréia do ninho e morte do desmame (Colibacilose); lesões de Pata (Staphylo e Streptococcose), etc. A prevenção pode ser feita da seguinte forma: Mycoplasmose deve ser tratada 4 vezes ao ano de forma estratégica (Nalyt 100 Plus - Nova Fórmula para tratamento até 14 dias seguidos) (NalytH Fase Muda, Reprodução e Baby na prevenção). As lesões de patas, a pinta Preta ou Salmonelose e a Colibacilose tem respondido bem a antibióticos de largo espectro (Ampicilon Amgercal e Ampicilina Univet) e suplementação nutricional de reforço por longo período (Rovital-C). Nas patas use anestesiar com o Biofenac spray (linha humana), aplicado 5 vezes ao dia, promovendo bem estar das aves e reduzindo a dor local.
Verminoses
Verminoses
Canários da terra, pintassilgos, aves canoras e silvestres, são altamente infestadas por verminoses. Os canários possuem baixa incidência, porém vale a pena realizar um controle com exames de fezes anuais. Pode provocar diarréia inespecífica, emagrecimento crônico, poucas mortes. Os vermes debilitam as aves, pois reduzem a absorção de nutrientes no trato digestivo. Alguns vermes agem sobre o aparelho respiratório, abrindo portas de contaminação para Mycoplasma, e outras bactérias, ou mesmo fungos. Para a prevenção, indico é feita primeiramente com a Piperazina (Vermiden Amgercal), que controla os vermes gastrointestinais, com ampla margem de segurança de uso. Outros vermífugos só podem ser usados verificando-se o grau de contaminação através de exames parasitológicos anteriores a medicação. Mebendazole Univet é um deles. A higiene ambiental, a troca do fundo da gaiola, e exames preventivos são importantíssimos para o controle de parasitas.
Piolhos e Ácaros
Piolhos e Ácaros
Apenas indico que cuidem para que eles não entrem nas criações, pois o trabalho que oferecem para seu controle é muito desgastante. Sempre há um foco no ambiente que mantém os piolhos infestantes para os canários. Procure sempre o foco. As aves ficam irritadas, não comem, rejeitam a gala, arrancam penas, os filhotes tem anemia. Na alimentação usamos Sulphur 6CH e Staphisagria 6CH – produtos Homeopáticos na dose de 10 gotas em 2 litros de água 10 a 20 dias durante o surto. Aplique Front-Line spray 1 a 2 gotas no dorso da ave antes de sair para exposições. Mantenha a ave em quarentena e repita a aplicação quando adentrar com a ave no seu criatório.
Hidratação
Hidratação
A hidratação com soro no bebedouro mantém o estado de saúde da ave durante e após viagens, transferências, manuseio intenso ou outro estado que necessite de hidratantes, energéticos e suplementação vitamínica, como o caso de doenças infecciosas. A ave hidratada revigora-se após as fases de debilidade, doença, susto ou choque térmico; consegue restabelecer as defesas orgânicas durante os campeonatos, exposições, períodos de mudanças bruscas de temperatura, doenças gastro-intestinais, durante e após o tratamento de doenças infecciosas e após uso de antibióticos. Elaboramos o Hidrafort com o mesmo conceito do uso de hidratantes para desportistas e cantores de ópera.
Hepatite Tóxica por Micotoxinas
Hepatite Tóxica por Micotoxinas
As aves com fígado aumentado, fezes verde musgo ou verde biliosa, urina amarelada com uratos amarelados, podem ser sintomas de hepatite tóxica crônica e aguda. Ocorre mal empenamento, pode ocorrer apenas descoloração das penas das aves ou má coloração com manchas das penas. Evite o crescimento de fungos e bactérias através de produtos controladores de microorganismos, administrados nas rações, farinhadas e sementes como Prevent que pode ser usado de forma contínua na farinhada. A Farinatta Suprema e a Farinatta Bianco possuem este composto em sua formulação. As substâncias adsorventes de micotoxinas, quelam as toxinas excretadas pelos fungos nas sementes e impedem a produção de maiores quantidades. Usamos o Aflatox assim que compramos as sementes, para depois estocar em baldes. E caso apresente casos de problemas de fígado, removemos os alimentos suspeitos e tratamos com Chelidonium majus homeopático na potência 6CH 2 glóbulos por bebedouro 3 vezes por semana.
Medicações têm agido sobre forma terapêutica e profilática para a Salmonelose e Colibacilose aviária como a exemplo os bioflavonóides encontrados no Prevent, promovendo aumento de produção e resistência dos ovos. Probióticos auxiliam no controle da flora intestinal impedindo que estas bactérias proliferem. São aditivos para alimentação das aves, elaborados com bactérias e lactobacillus que auxiliam no bem estar e saúde dos pássaros. Sua ação é de modulação da flora intestinal das aves, e controlador da proliferação de bactérias e leveduras patogênicas, que provocam quadros de diarréia. Probióticos formam uma flora intestinal saudável nos país e posteriormente nos filhotes. Previne a diarréia de ninho, auxilia na redução da “pinta preta” e na retenção do saco da gema nos filhotes. O uso deve ser anterior ao nascimento dos filhotes, pois, prepara a flora do trato digestivo dos pais antes do nascimento dos filhotes, para que estes já recebam alimento com a flora microbiana saudável. Sabe-se que os probióticos possuem um efeito promotor de crescimento, bem como, auxilia na conformação física das aves, formando músculos e reduzindo tecido gorduroso. Devemos oferecer probióticos para os pais refazerem sua flora intestinal, para que eles, ao regurgitarem o alimento para os filhotes criem uma flora intestinal saudável nos filhotes (exemplo ProbLac Plus para uso na farinhada e na papinha).
Estas são algumas patologias observadas em canários e que podem ser prevenidas e identificadas pelo criador, no seu dia a dia da criação.
Medicações têm agido sobre forma terapêutica e profilática para a Salmonelose e Colibacilose aviária como a exemplo os bioflavonóides encontrados no Prevent, promovendo aumento de produção e resistência dos ovos. Probióticos auxiliam no controle da flora intestinal impedindo que estas bactérias proliferem. São aditivos para alimentação das aves, elaborados com bactérias e lactobacillus que auxiliam no bem estar e saúde dos pássaros. Sua ação é de modulação da flora intestinal das aves, e controlador da proliferação de bactérias e leveduras patogênicas, que provocam quadros de diarréia. Probióticos formam uma flora intestinal saudável nos país e posteriormente nos filhotes. Previne a diarréia de ninho, auxilia na redução da “pinta preta” e na retenção do saco da gema nos filhotes. O uso deve ser anterior ao nascimento dos filhotes, pois, prepara a flora do trato digestivo dos pais antes do nascimento dos filhotes, para que estes já recebam alimento com a flora microbiana saudável. Sabe-se que os probióticos possuem um efeito promotor de crescimento, bem como, auxilia na conformação física das aves, formando músculos e reduzindo tecido gorduroso. Devemos oferecer probióticos para os pais refazerem sua flora intestinal, para que eles, ao regurgitarem o alimento para os filhotes criem uma flora intestinal saudável nos filhotes (exemplo ProbLac Plus para uso na farinhada e na papinha).
Estas são algumas patologias observadas em canários e que podem ser prevenidas e identificadas pelo criador, no seu dia a dia da criação.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
FERTILIDADE DAS REPRODUTORAS / NASCIMENTO:
A preocupação é sempre o número de filhotes viáveis a partir dos ovos que as fêmeas colocam para chocar. Isso pode significar o êxito e o fracasso de nosso trabalho anual. Esse processo biológico da reprodução é complexo que pode ser afetado por uma fertilidade temporária ou por uma alimentação inadequada ocorrida há três meses.
Essas duvidas fizeram com que elaborássemos um rol de problemas mais comuns durante a criação.
| PROBLEMAS | CAUSAS | ATITUDES A TOMAR |
| 1) Ovos claros (inférteis) | a) Macho não esta pronto | - Deixar o macho sozinho até cantar forte e solto. |
| b) Má nutrição do macho | - Nutrir os machos separados das fêmeas, e usar uma dose de vitaminas E. | |
| c) Problemas de briga com fêmea no acasalamento | - Colocar lado a lado para namoro, antes do acasalamento. | |
| d) Macho não esta pronto ainda | - Revisar o local onde abrigou o macho; deve ser claro por no mínimo 12 horas. | |
| e) Macho muito velho | - Trocar os mais velhos por novos. | |
| f) Macho estéril | - Trocar o macho. | |
| g) Tempo de guarda dos ovos antes de por para chocar | - Não armazenar ovos por mais de 5 dias. - Observar a umidade e a temperatura relativa de 70%. | |
| 2) Anéis de sangue que indicam morte embrionária. | a) Temperatura muito alta ou muito baixa | - Verificar a temperatura ambiente, controlando-a. |
| b) Procedimento de má desinfecção | - Estar borrifando água para desinfecção sobre fêmea e ovos nos 6 primeiros dias é proibido. | |
| 3) Muitos mortos na casca | a) Ovos armazenados por muito tempo | - Năo guarda-los por mais de 5 dias. |
| b) Temperatura muito alta ou muito baixa | - Verificar temperatura ambiente, controlando-a | |
| c) Ovos năo virados | - Verificar se a fêmea sai e volta ao ninho, fazendo movimento de virar os ovos. | |
| d) Nutrição deficiente nas reprodutoras quando a morte ocorre entre 8 a 10 dias de choco. | - Especial atenção no estado nutricional das aves em geral, revisando nutrição e alimentação 15 dias antes do acasalamento, como corretivo usar complexos vitamínicos e aminoácidos. | |
| e) Ventilação deficiente | - Aumentar a ventilação do local de criação diminuir o número de casais. | |
| f) Plurosis ou outras doenças infecciosas | - Revisar a forma de higiene e desinfecção dos pássaros e locais de criação. | |
| 4) Nascimento prematuro ou tardio | a) Temperatura muito alta | - Evite a mudança brusca de temperatura se necessário, usar termostato para controle de temperatura. |
| 5) Filhotes mal formados | a) Ovos mal chocados, fêmeas deixam esfriar muito os ovos. | - matenha alimentação farta e de boa qualidade a disposição das fêmeas em choco, tratar primeiro as que estão chocando. |
| 6) Filhotes com perna aberta | a) Defeito causado por ninhos muito liso | - Trocar por ninhos mais rústicos |
| 7) Filhotes debilitados/pequenos/ofegantes nascimento demorado | a) Muitos filhotes para uma fêmea tratar | - Manter de 3 a 4 filhotes por ninho do mesmo tamanho. |
| b) Umidade baixa no período de encubação | - Manter a umidade ao redor de 70%. | |
| c) problemas tóxicos | - Rever toxinas ingeridas ou usadas no ambiente. | |
| d) Demasiada umidade no ninho ou enfermidade infecciosa | - Enviar filhotes para laboratório. | |
| 8) Tamanho desigual dos filhotes ao nascer | a) Fêmea mal nutridas | - Rever plano de nutrição, usar complexo vitamínico e aminoácidos. |
| 9) Baixa eclosão e má formação do bico e do esqueleto | a) Deficiência de vitaminas e ácido fólico | - Revisar o índice de ácido fólico na alimentação. |
| 10) Nascimento desigual e mal formação do esqueleto embrionário | a) Deficiência de vitamina H e do complexo B | - Revisar o conteúdo da vitamina H e do complexo B na dieta. |
| 11) Nascimento distanciado e morte embrionária na 2 semana | a) Deficiência de vitamina D | - Revisar o conteúdo da vitamina D na dieta. |
| 12) Nascimento defeituoso e morte embrionária nos últimos dias | a) Deficiência de vitamina B12 | - Revisar o conteúdo da vitamina B12 na dieta. |
| 13) Nascimento deficiente | a) Relação de ácido pantatênico | - Revisar o conteúdo do ácido Pantatênico da dieta. |
| 14) Ovos que quebram e cheiram mal | a) Contaminação dos ovos, fêmeas doentes. | - Ovos de fêmeas limpas prevêem a contaminação. |
| 15) Nascimento precoce dos filhotes | a)Temperatura muito alta no início do choco até sétimo dia e umidade muito alta | - Reveja as condições do local. |
| 16) Nascimento tardio dos filhotes | a) Baixa umidade e temperatura muito alta, variação de temperatura no local do choco. | - Reveja as condições do local. |
| 17) Mal posição do embrião | a) Alimentação inadequada | - Revisar dieta dos adultos. |
| 18) Filhotes demasiadamente pequenos | a) Ovos pequenos problemas de nutrição | - Revisar dieta dos adultos. |
| 19) Filhotes demasiadamente grandes | a) Ovos grandes, problemas de nutrição. | - Revisar dieta dos adultos. |
| 20) Filhotes desidratados | a) Baixa umidade do ambiente | - Revisar umidade do local. |
| 21) Filhotes que não pedem comida | a) Dieta de reprodutores, mudança de temperatura brusca e/ou ventilação. | - Revisar dieta dos adultos e condições do ambiente. |
| 22) Filhotes defeituosos | a) Deficiência na nutrição dos reprodutores | - Revisar dieta dos adultos e melhorar a parte nutricional. |
| 23) Dedos torcidos | a) Deficiência na nutrição dos reprodutores | - Revisar dieta dos adultos e melhorar a parte nutricional dos adultos. |
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Aritgo "Nascimento"
Na maioria dos casos o nascimento é exactamente no 13º dia de incubação. Entretanto, se o nascimento não ocorrer dentro do previsto, deve-se ter paciência e aguardar. Várias circunstâncias podem causar o atraso. Há fêmeas que não chocam e saem do ninho com frequência. A falta de humidade também pode influir. Não deite fora um ovo até pelo menos o 15º dia de choco e, mesmo assim, faça mais um teste de vitalidade.
Artigo "Incubação"
No caso dos canários, é normal a fêmea chocar sozinha sem ser substituída pelo macho. Normalmente a incubação dura entre 13 e 14 dias. Nesse período o ambiente deve ser tranquilo e a manipulação da gaiola deve ser rápida, para não incomodar a canária.
Durante a incubação os ovos perdem água através da casca, que é porosa para permitir a troca de gases necessários para o desenvolvimento do embrião. Nesse processo de "respiração" o vapor expelido deve ser reposto. Por isso, a humidade relativa do ar deve ser mais elevada. As Canárias naturalmente molham suas penas, sendo conveniente colocar banheiras na gaiola, principalmente nos 4 últimos dias da incubação. Se a fêmea não se banha, pode-se pulverizar a gaiola ou colocar esponjas húmidas no fundo da gaiola, debaixo do ninho.
O diagnóstico da fertilidade dos ovos pode ser feito a partir do 8º dia, examinando-os através de um foco de luz. Para isso é usado um aparelho, o ovoscópio, que consiste numa caixa com uma lâmpada dentro e um pequeno orifício onde o ovo é colocado. Nos ovos não fecundados é possível distinguir a clara da gema; já nos ovos fecundados isso não é possível. Com a prática pode-se distinguir os ovos "claros" dos fecundados, que adquirem uma coloração mais intensa e fosca.
Artigo "Postura"
Logo que a fêmea acaba de construir o ninho, irá colocar o primeiro ovo, isto acontece geralmente nas primeiras horas da manha. É importante que esteja atento à postura deste primeiro ovo, pois irá ter de intervir, pela seguinte razão: os parentes dos canários, que vivem em liberdade apenas começam a chocar depois de a postura estar toda feita. Através da domesticação, os nossos canários perderam este comportamento, e as fêmeas começam logo a chocar depois da primeira postura. Uma vez que vão ser postos quatro a seis ovos no intervalo de um dia, isto significa que as crias também irão nascer uns depois dos outros. Assim, normalmente, o primeiro já tem seis dias de vida quando o sexto acaba de nascer.
Estes, mais atrasados, têm infelizmente poucas possibilidades de sobrevivência, pois são inferiores aos seus irmãos na luta pelos alimentos. Nesse sentido, tire, todos os dias, um ovo à fêmea, até ter terminado a postura. Só então recolocará todos os ovos de volta. Para que a sua intervenção não atrapalhe todo o processo, substitua os ovos verdadeiros por ovos artificiais. Nas primeiras horas da manhã, a canária realiza a postura e é galada pelo macho, o que assegura a fecundação dos ovos posteriores. Por isso, não é conveniente entrar na sala de criação muito cedo.
Todas as manhãs, os ovos recém postos devem ser retirados e substituídos por ovos de plástico. Os ovos recolhidos devem ser colocados em recipientes com areia, algodão ou semente esférica (sementes pontiagudas como o alpiste podem perfurar a casca). e mantidos em temperatura ambiente. Após a postura do último ovo, que normalmente é de cor mais escura, os ovos devem voltar ao ninho. Esse é considerado o primeiro dia da incubação. Com esse procedimento, os filhotes nascerão no mesmo dia e terão a mesma oportunidade de desenvolvimento.
Estes, mais atrasados, têm infelizmente poucas possibilidades de sobrevivência, pois são inferiores aos seus irmãos na luta pelos alimentos. Nesse sentido, tire, todos os dias, um ovo à fêmea, até ter terminado a postura. Só então recolocará todos os ovos de volta. Para que a sua intervenção não atrapalhe todo o processo, substitua os ovos verdadeiros por ovos artificiais. Nas primeiras horas da manhã, a canária realiza a postura e é galada pelo macho, o que assegura a fecundação dos ovos posteriores. Por isso, não é conveniente entrar na sala de criação muito cedo.
Todas as manhãs, os ovos recém postos devem ser retirados e substituídos por ovos de plástico. Os ovos recolhidos devem ser colocados em recipientes com areia, algodão ou semente esférica (sementes pontiagudas como o alpiste podem perfurar a casca). e mantidos em temperatura ambiente. Após a postura do último ovo, que normalmente é de cor mais escura, os ovos devem voltar ao ninho. Esse é considerado o primeiro dia da incubação. Com esse procedimento, os filhotes nascerão no mesmo dia e terão a mesma oportunidade de desenvolvimento.
Artigo "Local da Criação"
O primeiro passo que deve ser dado quando se pretende criar canários é a escolha de um local adequado. O ambiente que mantemos os canários influencia directamente os resultados reprodutivos. São comuns os casos de pessoas que mantêm seus pássaros em ambientes pequenos, escuros e mal iluminados, sendo que estes factores facilmente determinam um completo fracasso na criação. Ao se iniciar uma criação de canários, o ideal é que se construa um local específico para tal finalidade.
O local de criação deverá ser construído voltado para o nascente, permitindo a entrada dos benéficos raios solares da manhã e evitando o calor da tarde. O cómodo deverá ter uma iluminação adequada, fornecida por grandes janelas situadas estrategicamente. Estas janelas deverão ser revestidas por telas finas, tipo mosquiteiro, que impedirão a entrada de insectos prejudiciais à criação e transmissores de doenças. Pelo mesmo motivo, deve-se vedar bem as frinchas, evitando a entrada de ratos e outros predadores. As paredes e o piso devem ser o mais liso possível, para sua fácil limpeza e assim evitar a acumulação de lixo e a proliferação de microorganismos. Importante ainda lembrar que o local de criação deverá ser bem arejado, a renovação do ar é importantíssima. Em condições normais, os canários não precisam de luz ou calor artificial, mas em alguns casos, talvez se tenha de recorrer a isso.
Alguns criadores utilizam-se termóstatos para regular o calor (regiões muito frias) e ou de luzes (locais escuros), que se acendem e apagam automaticamente em horários pré estabelecidos. A grande maioria das aves pode suportar temperaturas entre os 5º-35º.
Atenção porque não se deve usar a luz artificial em substituição da luz natural a tempo inteiro. A luz artificial deverá ser usada somente para prolongar a duração da luz diurna e não para a substituir. É pelo contacto com a luz solar que a pele sintetiza algumas vitaminas e outras substâncias necessárias ao bom estado da plumagem e do organismo em geral. Em conclusão o local de criação ideal, será um sitio amplo, sossegado, com muita luz solar, sem correntes de ar e onde a temperatura não sofra grandes variações ao longo do dia.
O local de criação deverá ser construído voltado para o nascente, permitindo a entrada dos benéficos raios solares da manhã e evitando o calor da tarde. O cómodo deverá ter uma iluminação adequada, fornecida por grandes janelas situadas estrategicamente. Estas janelas deverão ser revestidas por telas finas, tipo mosquiteiro, que impedirão a entrada de insectos prejudiciais à criação e transmissores de doenças. Pelo mesmo motivo, deve-se vedar bem as frinchas, evitando a entrada de ratos e outros predadores. As paredes e o piso devem ser o mais liso possível, para sua fácil limpeza e assim evitar a acumulação de lixo e a proliferação de microorganismos. Importante ainda lembrar que o local de criação deverá ser bem arejado, a renovação do ar é importantíssima. Em condições normais, os canários não precisam de luz ou calor artificial, mas em alguns casos, talvez se tenha de recorrer a isso.
Alguns criadores utilizam-se termóstatos para regular o calor (regiões muito frias) e ou de luzes (locais escuros), que se acendem e apagam automaticamente em horários pré estabelecidos. A grande maioria das aves pode suportar temperaturas entre os 5º-35º.
Atenção porque não se deve usar a luz artificial em substituição da luz natural a tempo inteiro. A luz artificial deverá ser usada somente para prolongar a duração da luz diurna e não para a substituir. É pelo contacto com a luz solar que a pele sintetiza algumas vitaminas e outras substâncias necessárias ao bom estado da plumagem e do organismo em geral. Em conclusão o local de criação ideal, será um sitio amplo, sossegado, com muita luz solar, sem correntes de ar e onde a temperatura não sofra grandes variações ao longo do dia.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Acasalamentos de Canários de Cor
Nunca acasale
com fator vermelho x sem fator vermelho
linha clara x linha escura
diluídos x oxidados
mosaicos x nevados
dominante ou recessivo x com fator vermelho
dominante x marfim ou portador
ágata x féo
ágata x satinado
pastel x opal
pastel x satinado
pastel x féo
satinado x féo
féo x opal
opal x satinado
Dois fatores diferentes de diluição de melaninas mesmo que sejam apenas dois portadores.
Todos os acasalamentos acima gerarão pássaros atípicos ou fora da nomenclatura atual, se não na primeira geração, nas subseqüentes.
Ainda não devem ser acasalados:
intenso x intenso
dominante x dominante
Pois nesses acasalamentos ocorre o fator sub-letal, matando parte dos
embriões e gerando parte dos filhotes debilitados.
Obs.:
Alguns acasalamentos não aconselháveis podem ser feitos visando aprimorar determinadas qualidades. Por exemplo: acasalar mosaicos da linha clara com mosaico da linha escura, para obter mosaicos da linha escura bem caracterizados.
Entretanto, esses acasalamentos devem ser feitos exclusivamente por criadores experientes e que possuam um plantei grande.
Acasale sempre
linha clara x linha clara
linha escura x linha escura
sem fator x sem fator
com fator x com fator
nevado x intenso
nevado x dominante
nevado x recessivo
mosaico x mosaico
diluído x diluído
oxidado x oxidado
TABELAS
A - Lipocromo
1 - intenso x nevado
prole: machos e fêmeas intensos e nevados
2 - mosaico x mosaico
prole: machos e fêmeas mosaicos
3 - nevado x dominante
prole: machos e fêmeas nevados e dominantes
4 - nevado x nevado
prole: machos e fêmeas nevados, porém esse acasalamento gera pássaros com excesso de névoa e de plumagem.
Obs.: mosaicos x intenso. Podem ser acasalados, visando intensificar o lipocromo nas zonas índices dos mosaicos e reduzir o excesso de plumagem.
Contudo, só depois de algumas gerações e de acasalamentos consangüíneos obtém-se bons resultados.
B - Diluídos x Diluídos
1 - (M) ágata x (F) Isabel
prole: machos ágatas portadores de Isabel fêmeas ágatas
2 - (M) ágata x (F) ágata
prole: machos e fêmeas ágatas
3 - (M) isabel x (F) Isabel
prole: machos e fêmeas isabéis
4 - (M) isabel x (F) ágata
prole: machos ágatas portadores de isabel
fêmeas isabéis
5 - (M) ágata portador de Isabel x (F) isabel
prole: machos isabéis
machos ágatas portadores de isabel
fêmeas isabéis
fêmeas ágatas
6 - (M) ágata portador de Isabel x (F) ágata
prole: machos ágatas
machos ágatas portadores de isabel
fêmeas isabéis
fêmeas ágatas
C - Oxidados x Oxidados
1 - (M) negro-marrom x (F) negro-marrom
prole: machos e fêmeas negro-marrons
2 - (M) negro-marrom x (F) canela
prole: machos negro-marrons p/canela
fêmeas negro-marrons
3 - (M) canela x (F) negro-marrom
prole: machos negro-marrons p/canela
fêmeas canelas
4 - (M) canela x (F) canela
prole: machos e fêmeas canelas
5 - (M) negro-marrom p/ canela x(F) negro-marrom
prole: machos negro-marrons
machos negro-marrons p/canela
fêmeas canelas
fêmeas negro-marrons
6 - (M) negro-marrom p/ canela x (F) canela
prole: machos negro-marrons p/canela
machos canelas
fêmeas canelas
fêmeas negro-marrons
Os canários negro-marrons oxidados são os verdes, azuis e cobres.
Porém na tabela quando aparece o termo negro-marrom não podemos esquecer que os cobres, ao contrário dos verdes e azuis, têm fator vermelho. Os acasalamentos corretos são:
verde x verde
verde x canela amarelo ou prateado
verde x azul
azul x canela amarelo nevado
cobre x cobre
cobre x canela vermelho
canela x canela
Obs.:
Os acasalamentos com negro-marrons portadores de ágata ou Isabel e canelas portadores de isabel, não foram feitos porque esses pássaros descendem de acasalamentos incorretos.
D - Pastel - Satínê - Marfim
1 - (M) puro x (F) normal
prole: machos portadores fêmeas puras
2 - (M) puro x (F) pura
prole: machos e fêmeas puros
3 - (M) normal x (F) normal
prole: machos e fêmeas normais
4 - (M) normal x (F) pura
prole: machos portadores fêmeas normais
5 - (M) portador x (F) normal
prole: machos normais machos portadores
fêmeas normais
fêmeas puras
6 - (M) portador x (F) pura prole: machos portadores
machos puros
fêmeas normais
fêmeas puras
Esses fatores são caracterizados por gens ligados ao sexo masculino. Não existindo fêmeas portadoras, porque apenas um gen é suficiente para a caracterização desses fatores no fenótipo das fêmeas.
E • Recessivo - Opal - Ino (Féos) Topázios
1 - (M) puro x (F) normal
prole: machos e fêmeas portadores
2 - (M) puro x (F) pura
prole: machos e fêmeas puros
3 - (M) puro x (F) portadora
prole: machos puros
machos portadores
fêmeas puras
fêmeas portadoras
4 - (M) normal x (F) normal
prole: machos e fêmeas normais
5 - (M) normal x (F) pura
prole: machos e fêmeas portadores
6 - (M) normal x (F) portadora
prole: machos normais
machos portadores
fêmeas normais
fêmeas portadoras
7 - (M) portador x (F) normal
prole: machos normais
machos portadores
fêmeas normais
fêmeas portadoras
8 - (M) portador x (F) pura
prole: machos puros
machos portadores
fêmeas puras
fêmeas portadoras
9 - (M) portador x (F) portadora
prole: machos puros machos normais
machos portadores
fêmeas puras
fêmeas normais
fêmeas portadoras
Esses fatores são caracterizados por gens recessivos, que necessitam estar em dose dupla para sua caracterização no fenótipo e independem do sexo dos pássaros acasalados, por isso nota-se que na prole o fenótipo e o genótipo dos machos e das fêmeas são sempre iguais e que nos casais l e 5, 3 e 8, 6 e 7 a prole é idêntica.
Obs.:
Os canários de olhos vermelhos da linha clara (albinos, lutinos e rubinos) devem ser acasalados como satinês e não como inos, porque no Brasil atualmente quase todos os pássaros dessa linha descendem de satinês.
Fonte: Revista SOBC 1998
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