Mostrando postagens com marcador reprodução. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador reprodução. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Pequenos Problemas na Reprodução:

A estação de criação é para os criadores uma fonte de questões e também de problemas. Eis aqui alguns deles referentes aos ovos e aos filhotes no ninho.
O que fazer com os ovos claros?

É normalmente por volta do sexto dia que o criador observa se os ovos estão fecundados. Quando não estão, são chamados de "claros". Deve-se então retirá-los?
Sim, se todos estiverem claros. A fêmea fará então uma outra postura: postura de substituição.
Certos casais, contudo, são capazes de identificar ovos claros. Podem até expulsá-los do ninho. Porém a maior parte dos casais não fazem isso. Assim, retirando-se esses ovos evita-se que a fêmea se desgaste por uma incubação inútil. Também ganha-se tempo. É interessante que o criador conserve cuidadosamente um ou dois ovos claros. Podem servir para um outro ninho. Deve-se juntar um ovo claro a uma ninhada pouco abundante de pequenos pássaros.
O ovo claro evita que os filhotes novos sejam esmagados acidentalmente. Num ninho, vazio, o ovo claro pode estimular a postura ou, como se verá, constatando-se se um casal não come os ovos. Se numa postura ocorreu apenas um ovo claro, estando os outros fecundados, deve-se então deixá-lo.
Ovo rachado e ovo furado.

Se um ovo acidentalmente rachado, é possível conservá-lo usando-se cola ou gesso com um pincel. Geralmente, porém, este ovo gora pela contaminação com micróbios. Quando um ovo está furado, isto geralmente acontece devido às unhas muito pontiagudas dos pais. Esse ovo não se desenvolverá. É muito raro que o ovo seja furado por uma bicada; o furo seria muito maior e, frequentemente, quando isso ocorre, o ovo é comido pelos pais. É necessário observar para que as unhas não fiquem afiadas e, se necessário, deve-se cortar suas pontas com tesoura.
É preciso retirar-se os ovos e depois retorna-los ao ninho?
Muitos criadores retiram os ovos que vão sendo postos até o terceiro para então, devolvê-los juntos ao ninho. Os ovos retirados são colocados sobre algodão ou painço e diariamente revirados para se evitar que o embrião cole na casca. Eles fazem isso para conseguir uma eclosão agrupada. É que, frequentemente, o filhote nascido por último fica menor e, assim, essa demora de crescimento pode levar ao abandono pelos pais e à morte. A morte de um filhote pode prejudicar a totalidade deles se o cadáver não for removido.
Os ovos são postos isoladamente: um ovo por dia, e dois dias podem separar o primeiro do segundo ovo. Portanto, as eclosões são agrupadas. Ela pode ocorrer num mesmo dia ou dois dias somente. Na galinha, vinte pintainhos podem eclodir ao mesmo tempo.
Experiências têm mostrado que a fêmea move os ovos regularmente. Isso pode ser verificado pela marcação suave com um lápis. Deslocando-se os ovos ela permite uma incubação regular: os ovos situados na periferia recebem menos calor que aqueles do centro do ninho o que poderia acarretar uma demora no seu desenvolvimento. A fêmea muda então os ovos do centro para a periferia e vice-versa. Alguns casais de aves parecem poder avaliar o grau de desenvolvimento do embrião, seja pelo equilíbrio do ovo, seja pelos primeiros gritos dos filhotes prestes a nascerem. A movimentação dos ovos pode ser necessária quando a ninhada chega de 4 a 6 ovos ou mais. Ela tem a finalidade de assegurar a eclosão agrupada. No ovo, o futuro embrião fica admiravelmente suspenso, de tal modo que esteja no alto, sobre a gema. Em seguida as ligações embrionárias protegem o embrião e o sustentam. O embrião pode correr o risco de colar na casca. Num ovo gorado pode-se observar um embrião imperfeito, colado na casca; isto ocorre após a morte do embrião. Ela pode ser acidental (resfriamento), genética (tara) ou microbiana.
Os recém-nascidos jogados para fora do ninho.
A eclosão geralmente ocorre pela manhã e é quando o criador encontra 1 ou 2 filhotes fora do ninho, já frios. Se eles ainda se movem, pode-se aquecê-los com um bafejo antes de retorná-los ao ninho. Porém deve-se ter mais atenção e revê-los sempre, pois correm o risco de serem novamente jogados para fora.
Aí surge uma dúvida; foi acidente ou foi acto voluntário? A confirmação do ato voluntário é dada por pequenas feridas produzidas pelo bico do pai que expulsou os filhotes, geralmente causadas numa pata ou asa do filhote. Quando isso acontece, pode-se colocar os filhotes no ninho de um outro casal, onde geralmente são bem acolhidos quando nesse novo ninho existem filhotes de idade semelhante. Se os filhotes são recolocados com a mãe, é conveniente retirar-se o macho. Geralmente o macho é o culpado. Para ele, os filhotes no meio dos ovos não eclodidos são tomados como intrusos ou corpos estranhos que precisam ser retirados. Durante a incubação e na semana subsequente os pais vigiam atentamente a limpeza do ninho. É raro que todos os filhotes sejam expulsos; eles não o são quando fica ainda um ou dois ovos no ninho, após sua eclosão.
O número óptimo de filhotes.
Quando existem muitos filhotes num ninho raramente eles se desenvolvem convenientemente. Frequentemente um fica mais atrasado, seja o último a nascer, seja uma mutante. Toda a ninhada pode ter seu desenvolvimento retardado porque os pais não conseguem satisfazer a todos os filhotes. Ao contrário, se a ninhada é de apenas um filhote, ela arrisca ser abandonada pelos pais quando desejam recomeçar uma nova ninhada. Existe um número óptimo de filhotes. Ele depende das aves. Para os canários e pequenos exóticos é de três filhotes, raramente quatro. Dessa forma tem-se maiores chances de obter-se pássaros grandes. A procura dos filhotes pelo alimento é muito importante para estimular os pais, mas não deve ser excessiva e, por conseguinte, para que todos os filhotes sejam bem nutridos. É interessante que o criador equilibre as ninhadas, às vezes removendo um ou dois filhotes. Se eles não estiverem anilhados, pode-se marcá-los com um hidrocor. Quando começarem a emplumar fica fácil de identifica-los. Salvo quando houver necessidade, não se deve provocar a saída dos filhotes do ninho. É preciso que saiam por si só. Se forçarmos a saída deles, ficarão mais selvagens, mais tímidos. Ficando mais tempo no ninho, sentem-se mais seguros. É possível que anomalias de comportamento sejam provenientes de uma "má saída" do ninho.

Autoria: Maurice Pomarède
Revista Pássaros-Ano 4 n 0 13

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

FERTILIDADE DAS REPRODUTORAS / NASCIMENTO:


A preocupação é sempre o número de filhotes viáveis a partir dos ovos que as fêmeas colocam para chocar. Isso pode significar o êxito e o fracasso de nosso trabalho anual. Esse processo biológico da reprodução é complexo que pode ser afetado por uma fertilidade temporária ou por uma alimentação inadequada ocorrida há três meses.
Essas duvidas fizeram com que elaborássemos um rol de problemas mais comuns durante a criação.
 

PROBLEMAS
CAUSAS
ATITUDES A TOMAR
1) Ovos claros (inférteis)
a) Macho não esta pronto
- Deixar o macho sozinho até cantar forte e solto.
   
b) Má nutrição do macho
  - Nutrir os machos separados das fêmeas, e usar uma dose de vitaminas E.
   
c) Problemas de briga com fêmea no acasalamento
  - Colocar lado a lado para namoro, antes do acasalamento.
   
d) Macho não esta pronto ainda
  - Revisar o local onde abrigou o macho; deve ser claro por no mínimo 12 horas.
 
e) Macho muito velho
 
- Trocar os mais velhos por novos.
   
f) Macho estéril
- Trocar o macho.
 
   
g) Tempo de guarda dos ovos antes de por para chocar
 
- Não armazenar ovos por mais de 5 dias.
- Observar a umidade e a temperatura relativa de 70%.
     
 
2) Anéis de sangue que indicam morte embrionária.
 
a) Temperatura muito alta ou muito baixa
 
- Verificar a temperatura ambiente, controlando-a.
   
b) Procedimento de má desinfecção
 
- Estar borrifando água para desinfecção sobre fêmea e ovos nos 6 primeiros dias é proibido.
 
3) Muitos mortos na casca
 
a) Ovos armazenados por muito tempo
 
- Năo guarda-los por mais de 5 dias.
   
b) Temperatura muito alta ou muito baixa
  - Verificar temperatura ambiente, controlando-a
   
c) Ovos năo virados
 
- Verificar se a fêmea sai e volta ao ninho, fazendo movimento de virar os ovos.
   
d) Nutrição deficiente nas reprodutoras quando a morte ocorre entre 8 a 10 dias de choco.
 
- Especial atenção no estado nutricional das aves em geral, revisando nutrição e alimentação 15 dias antes do acasalamento, como corretivo usar complexos vitamínicos e aminoácidos.
   
e) Ventilação deficiente
 
- Aumentar a ventilação do local de criação diminuir o número de casais.
   
f) Plurosis ou outras doenças infecciosas
 
- Revisar a forma de higiene e desinfecção dos pássaros e locais de criação.
 
4) Nascimento prematuro ou tardio
 
a) Temperatura muito alta
 
- Evite a mudança brusca de temperatura se necessário, usar termostato para controle de temperatura.
 
5) Filhotes mal formados
 
a) Ovos mal chocados, fêmeas deixam esfriar muito os ovos.
 
- matenha alimentação farta e de boa qualidade a disposição das fêmeas em choco, tratar primeiro as que estão chocando.
 
6) Filhotes com perna aberta
 
a) Defeito causado por ninhos muito liso
  - Trocar por ninhos mais rústicos
 
7) Filhotes debilitados/pequenos/ofegantes nascimento demorado
 
a) Muitos filhotes para uma fêmea tratar
 
- Manter de 3 a 4 filhotes por ninho do mesmo tamanho.
   
b) Umidade baixa no período de encubação
 
- Manter a umidade ao redor de 70%.
   
c) problemas tóxicos
 
- Rever toxinas ingeridas ou usadas no ambiente.
   
d) Demasiada umidade no ninho ou enfermidade infecciosa
 
- Enviar filhotes para laboratório.
 
8) Tamanho desigual dos filhotes ao nascer
 
a) Fêmea mal nutridas
 
- Rever plano de nutrição, usar complexo vitamínico e aminoácidos.
 
9) Baixa eclosão e má formação do bico e do esqueleto
 
a) Deficiência de vitaminas e ácido fólico
 
- Revisar o índice de ácido fólico na alimentação.
 
10) Nascimento desigual e mal formação do esqueleto embrionário
 
a) Deficiência de vitamina H e do complexo B
 
- Revisar o conteúdo da vitamina H e do complexo B na dieta.
 
11) Nascimento distanciado e morte embrionária na 2 semana
 
a) Deficiência de vitamina D
 
- Revisar o conteúdo da vitamina D na dieta.
 
12) Nascimento defeituoso e morte embrionária nos últimos dias
 
a) Deficiência de vitamina B12
 
- Revisar o conteúdo da vitamina B12 na dieta.
 
13) Nascimento deficiente
 
a) Relação de ácido pantatênico
 
- Revisar o conteúdo do ácido Pantatênico da dieta.
 
14) Ovos que quebram e cheiram mal
 
a) Contaminação dos ovos, fêmeas doentes.
 
- Ovos de fêmeas limpas prevêem a contaminação.
 
15) Nascimento precoce dos filhotes
 
a)Temperatura muito alta no início do choco até sétimo dia e umidade muito alta
 
- Reveja as condições do local.
 
16) Nascimento tardio dos filhotes
 
a) Baixa umidade e temperatura muito alta, variação de temperatura no local do choco.
 
- Reveja as condições do local.
 
17) Mal posição do embrião
 
a) Alimentação inadequada
 
- Revisar dieta dos adultos.
 
18) Filhotes demasiadamente pequenos
 
a) Ovos pequenos problemas de nutrição
 
- Revisar dieta dos adultos.
 
19) Filhotes demasiadamente grandes
 
a) Ovos grandes, problemas de nutrição.
 
- Revisar dieta dos adultos.
 
20) Filhotes desidratados
 
a) Baixa umidade do ambiente
 
- Revisar umidade do local.
 
21) Filhotes que não pedem comida
 
a) Dieta de reprodutores, mudança de temperatura brusca e/ou ventilação.
 
- Revisar dieta dos adultos e condições do ambiente.
22) Filhotes defeituosos
a) Deficiência na nutrição dos reprodutores
- Revisar dieta dos adultos e melhorar a parte nutricional.
23) Dedos torcidos
a) Deficiência na nutrição dos reprodutores
- Revisar dieta dos adultos e melhorar a parte nutricional dos adultos.