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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Alimentação



Como todo ser vivo, as necessidades de alimentos variam em função das fases da vida, da temperatura ambiente, do clima em que os canários vivem. Se estão em muda; a troca de penas é um processo extremamente penoso e crítico para os pássaros, exigindo elementos nutritivos especiais, suas necessidades são diferentes, por exemplo, da pós-muda, quando estão aguardando a nova estação de cria, se exercitando nas voadeiras, cantando, brigando entre si. Durante a reprodução, a cria dos filhotes exige muito das fêmeas, que se estressam e ficam mais vulneráveis às doenças oportunistas.

Podemos dividir em três, as fases em que os canários têm necessidades de alimentação distintas: Reprodução, Período de Muda e Repouso.
·  Reprodução : A recomendação para nossos canários é que neste período, os teores de Proteínas sejam mais elevados devido às necessidades dos filhotes, e os teores de Carboidratos e Lipídeos sejam menores, pois assim os canários serão levados à ingerir mais alimentos para atender as suas necessidades calóricas.
·  Muda : Nesse período, as gorduras são mais desejadas, pelo efeito positivo sobre a formação das penas, e deposição de lipocromo. Os grãos escuros ( colza, niger, linhaça, cânhamo ), usados sempre com parcimônia, devido aos altos teores de gordura em suas composições.
·  Repouso : Neste período, quando as Proteínas são menos necessárias, as Energias feverão ter seus teores elevados ( Carboidrados e Lipídios ).

·  Verduras : Fornecer verduras e legumes, tais como almeirão, couve, jiló, chicória e pepino... são muito úteis como complemento alimentar especialmente na época da muda de penas. As verduras são ricas em várias vitaminas além de ajudar o bom funcionamento do intestino. Usá-las com parcimônia e levar em conta que um canário pesa por volta de 10 a 15 gramas, não deve comer uma folha inteira de couve ou almeirão.
·  Padronize sua alimentação e desde que esteja dando certo não mude. Existem milhares de fórmulas de farinhadas. Você acabará adotando a sua própria de acordo com suas conveniências. No mais, sucesso na próximo estação.
·  Ovos : Fornecer duas vezes por semana ovos cozidos. São ricos em vitamina E e Proteína.
·  Areia : Nós criadores sabemos que as aves em geral não possuem dentes, como nos canários o processo de digestão ocorre quando os músculos da moela se contraem triturando os grãos de alimento ingeridos, é nesse processo que a areia desempenha um papel fundamental. É a areia que permite que a "trituragem" que antecede à digestão se proceda de maneira completa, permitindo que a ave possa extrair do alimento todo o seu valor nutritivo. A areia que é ingerida pela ave vai para moela, fazendo as vezes dos dentes, ajudando a triturar e facilitando a digestão dos alimentos. Por esta razão o canário deve sempre ter à sua disposição uma quantidade de areia grossa, lavada e peneirada, se possível esterilizada e seca ao sol, pode-se acrescentar junto desta areia a casca de ovo que pode ser fervida e moída ou triturada no liqüidificador após secar ao sol por alguns dias, a casca não deve ser triturada muito no liquidificador para evitar que vire pó, e que fique num tamanho em que o canário possa escolher, onde junto com a areia irá na moela. A casca de ovo é uma rica fonte de cálcio o qual é indispensável para a vida das aves. A areia deve permanecer diariamente pois as aves saberão quanto e quando se alimentar.
·  Água : Como em todos os seres vivos a maior parte que constitue o corpo é água, como não poderia de ser os canários também possuem água em seu corpo 60%. Uma ave pode ficar sem comer e perder suas gorduras e proteínas e ainda sobreviverá, enquanto que a perca de 15% de água resultará em sua morte.
Os canários deve ter a sua disposição um pote de água para beber e outro para se banhar. A água a ser fornecida para o consumo da ave deve ser fresca e limpa, livre de impurezas.
A água é um dos alimentos que não há substituto, ele só vai ingerir aquela, por este motivo quando tiver de administrar remédios e vitaminas faz-se por via desta, pois a ave será obrigada a ingerir. No organismo da ave se faz necessário pois a mesma transporta materiais de uma parte do corpo para outra e executa funções importantes na regulação da temperatura do organismo dos canários. A quantidade de água a ser consumida pelos canários em relação aos alimentos chega a ser numa proporção de 3 partes de água para uma parte de alimento ingerido.
A água deve ser trocada todos os dias, evitando assim o acumulo de limo nos bebedouros que é prejudicial a ave, evite que fiquem expostos aos raios solares, porque a água esquenta e pode causar diarréia as aves.
Quanto a água de beber em viveiros e voadeiras estas devem ser colocadas do lado externo como nas gaiolas, se não for possível é aconselhável que não se coloque as vasilhas debaixo dos poleiros, para evitar que as aves defequem dentro dos bebedouros, podendo contaminar a água. Quando houver excesso de cloro na água ( notável pelo cheiro forte e pelo paladar ), deve-se fervê-la. 

Fonte: http://gcastrol.sites.uol.com.br/

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Artigo: Dicas ao criador principiante

Dicas ao criador principiante

1) Escolher e definir a linhagem que pretende criar.
2) Criar por amor e nunca objetivando lucros.
3) Se empenhar para o melhoramento da qualidade.
4) Fazer dos obstáculos ( problema respiratório, piolho, morte, entre outros ) uma fonte de experiência.
5) Cuidar rigorosamente da higiene e alimentação.
6) Acasalar na época certa os casais certos.

Obs.: Um criador que concilia todas essas coisas, a tendência é ter um bom desempenho na criação e cada vez mais aprender, ensinar, reproduzir e, quem sabe, até virar um campeão.

Outras dicas importantes

· Água - deve ser filtrada e trocada diariamente;

· Bebedouros - devem ser automáticos, para evitar o contato das fezes com a água e lava-los diariamente;

· Alimentos - não misturar no mesmo recipiente diversos alimentos, devem ser sempre frescos e as sementes servidas à vontade;

· Verduras - devem ser bem lavadas e servidas frescas, devemos utilizar: couve, espinafre, escarola, almeirão e chicória. NUNCA devemos utilizar alface que poderia ser fatal, provocando diarréia;

· Frutas - devemos utilizar: maçã, laranja, etc;

· Comedouros - devem ser lavados pelo menos uma vez por semana;

· Gaiolas - não expor às correntes de ar, devem ser colocadas em local de boa claridade;

· Higiene - mantenha a gaiola sempre limpa, para evitar o contato do pássaro com suas fezes, a maioria das pessoas utiliza o revestimento do fundo com papel ( jornal ) o que facilita a limpeza, nestes casos o fundo deve ser lavado semanalmente;

· Poleiros - devem ser limpos e desinfetado a cada 15 ou 20 dias, para evitar aparecimento de piolho;

· Banheiras - devem ser colocas pela manhã e retirada após o banho;

· Banho de Sol - Os pássaros devem ser submetidos a um banho de Sol diariamente pela manhã até às 10 horas. Caso não seja possível, deve ser submetido pelo menos 2 vezes por semana.

Fonte: http://www.aopc.org.br/basico_criacao.htm#dica

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Fazendo uma ovoscopia com a lanterna do celular

Ivomec®: Mocinho? Vilão? Ou outra vítima de mau uso?

(ISABEL PASTEL VERMELHO INTENSO)


Prezados seguidores,
tenho recebido várias perguntas com grandes dúvidas sobre o uso de IVOMEC (ivermectina), na criação de passáros,então por meio desta postagem venho tentar acabar com estas dúvidas.Persistindo as dúvidas favor entrar novamente em contato!


Rodrigo Silva Miguel
É médico veterinário e Criador de aves ornamentais - CCCC - 293


I- Introduçăo
0 uso do Ivomec na criaçăo de aves ornamentais começou como o de vários outros medicamentos, como antibióticos, antiinflamatórios, etc.: com adaptaçőes de fármacos produzidos para mamíferos como căes, bovinos e  até mesmo humanos, ou da avicultura de produçăo, onde considerando-se os pesos das aves, as doses săo  altíssimas.
A rigor esta atitude năo é condenável pelo fato de que naquela época e até mesmo hoje haver uma caręncia de medicamentos específicos para passeriformes. Essa prática pode e até deve continuar por facilitar o tratamento de nossas aves, porém, se algumas observaçőes básicas năo forem feitas, isso pode levar ao fracasso, o melhor  plantel do mundo.
A ivermectina (Ivomec está no mercado desde 1981 e até hoje é um dos antiparasitários de maior sucesso no tratamento de endoparasitas (nematóides), ectoparasitas (ácaros e piolhos sugadores). Isto se deve por sua açăo particular no sistema nervoso (GABA) dos parasitas, o que dificulta o aparecimento de resistęncias.
Por essa capacidade de açăo no sistema nervoso, começou-se a estudar uma possível açăo, do fármaco no sistema nervoso dos hospedeiros (aves, bovinos, căes, etc.). detectando-se alguns efeitos colaterais em algumas  raças de căes e também em animais que receberam superdosagem. Esses efeitos colaterais variam de incordenaçăo motora e tremores transitórios, perda de fertilidade por algum tempo em mamíferos até mortes em  alguns casos.
Devido ŕ caręncia de estudos a respeito do uso e efeitos colaterais de ivermectina em aves, decidimos desenvolver um trabalho específico, em conjunto com o departamento de Farmacologia, Toxicologia e Patologia da USP, patrocinado pelo CNPq. Este trabalho ainda está em andamento sob os estudos da Dra. Camila G. Pontes (formanda da USP), e a cada nova fase, mais subsídios săo somados aos resultados demonstrados a seguir:

II - Objetivos
A intençăo de se tratar a açăo e os possíveis efeitos colaterais da ivermectina em aves teve como principais objetivos confirmar a eficácia da dose recomendada no tratamento de endo e ectoparasitas, determinar os efeitos  na reproduçăo (número de ovos, ovos brancos, morte embrionária e viabilidade de filhotes), além de fixar o que seria uma superdosagem prejudicial ŕs aves.
Foram usados 36 casais de manons (Munia demonstica) em gaiolas separadas onde observou-se por 2 ninhadas os parâmetros reprodutivos acima indicados. Os dados foram anotados e logo após essas duas ninhadas. Os casais foram divididos em quatro grupos para a administraçăo da droga.

Grupo 1 - Controle injetado apenas propilenoglicol*(diluente)
Grupo 2 - Machos tratados com Ivomec
Grupo 3 - Fęmeas tratadas com Ivomec
Grupo 4 - Casal tratado com Ivomec

A aplicaçăo foi feita na dose de 0,01 ml por kg de peso vivo (dose recomendada na literatura) por via intramuscular peitoral. Para conseguir um volume significativo para a aplicaçăo houve necessidade de diluiçăo do Ivomec em propilenoglicol. Observou-se a reproduçăo e na análise das ninhadas houve um aumento na produtividade (número de ovos e de filhotes) explicado pela desparasitaçăo das aves.
A partir desta constataçăo começamos a aumentar as doses na ordem de 10 vezes para cada ninhada onde começaram a aparecer alteraçőes reprodutivas como queda do número de ovos e/ou queda de fertilidade (ovos  brancos).
Hoje o experimento continua e já está em uma dose bastante elevada sem apresentar sinais clínicos de efeitos nas aves, a năo ser diminuiçăo da reproduçăo.

III - Conclusőes
1 - Confirmou-se a eficácia do Ivomec no tratamento de endo e ectoparasitas das aves ornamentais.
2 - Confirmou-se a dose recomendada e a ausęncia de efeitos colaterais tanto nas aves quanto na sua reproduçăo nessas condiçőes.
3 - Confirmou-se o efeito prejudicial se usado em dose errada ou de forma continua.
4 - Em dosagens muito elevadas pode provocar convulsőes, tremores, cegueira e até morte.
5 - É o medicamento de maior eficácia para o tratamento de ácaro de traquéia e com os resultados rápidos 6 - Pela dificuldade de diluiçăo a campo, foram feitas algumas adaptaçőes como colocar uma gota de seringa de insulina na musculatura do peito, ou usar a formulaçăo Pour-on (azul) pingando no bico ou na nuca da ave.
7 - Seguindo essas formas de administraçăo, năo se consegue atingir doses prejudiciais podendo ser usado com segurança tanto para a ave quanto para a sua reproduçăo.
8 - O único cuidado deve ser com a época e a freqüęncia de administraçăo do Ivomec, que deve ser determinada pelo veterinário responsável pelo plantel de acordo com a espécie, época de reproduçăo e grau de parasitismo.

IV - Consideraçőes Finais
Esses dados foram extraídos de trabalho científico realizado por nós dentro da faculdade de Medicina Veterinária da USP e confirmados na prática em nossa criaçăo situada no município de Batatais, Săo Paulo, onde tratamos diferenciadamente 3000 matrizes de 28 espécies de aves.