terça-feira, 8 de novembro de 2011

Dúvidas: Canários Obesos

Pergunta: Olá amigos, tenho alguns canários que tem o seguinte problema, não sei se é problema, gostaria de ajuda se necessário. Eles estão barrigudos e com o peito cheio de comida. Já dei vermifugo e nao adiantou. Alguém sabe o que é, e o que devo fazer?

Resposta: Você está descrevendo um quadro de obesidade provocada por alimentos gordurosos e falta de exercícios. Coloque poleiros se possivél de plático em desnível, exigindo que ele sempre movimente as suas asas no deslocamento entre poleiros.Se eles estão em uma gaiola pequena troque por gaiolas maiores. Alimentação você deve parar de dar grãos pois além de engordarem transmitem doenças respiratórias . Compre ração extrusada para canários e começe a dar não a necessidade de dar sementes. Farinhada com ovo da marca alcon , megazoon , cc premium e outras marcas conceirtuadas. Não de jiló pois engorda muito a ave. Coloque areia vitaminada e osso de siba para eles. Não de folhas verdes pois são responsavéis por envenenamento e transmitem parasitas nocivos para as aves ,levando a morte. A obesidade é responsavél pela infertilidade em aves já que o excesso de gordura diminui a presença de ácidos graxos essenciais no sangue. Conseqüentemente ocorre uma redução drástica da produção do hormônio reprodutivo prostaglandina essencial para a gametogênese. Assim os machos não produzem espermatozóides e as fêmeas produzem ovos não viáveis. Qualquer coisa recomendo essa comunidade http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=80257881
 
Fonte: http://passarocanariobelga.blogspot.com/

Ivomec®: Mocinho? Vilão? Ou outra vítima de mau uso?

(ISABEL PASTEL VERMELHO INTENSO)


Prezados seguidores,
tenho recebido várias perguntas com grandes dúvidas sobre o uso de IVOMEC (ivermectina), na criação de passáros,então por meio desta postagem venho tentar acabar com estas dúvidas.Persistindo as dúvidas favor entrar novamente em contato!


Rodrigo Silva Miguel
É médico veterinário e Criador de aves ornamentais - CCCC - 293


I- Introduçăo
0 uso do Ivomec na criaçăo de aves ornamentais começou como o de vários outros medicamentos, como antibióticos, antiinflamatórios, etc.: com adaptaçőes de fármacos produzidos para mamíferos como căes, bovinos e  até mesmo humanos, ou da avicultura de produçăo, onde considerando-se os pesos das aves, as doses săo  altíssimas.
A rigor esta atitude năo é condenável pelo fato de que naquela época e até mesmo hoje haver uma caręncia de medicamentos específicos para passeriformes. Essa prática pode e até deve continuar por facilitar o tratamento de nossas aves, porém, se algumas observaçőes básicas năo forem feitas, isso pode levar ao fracasso, o melhor  plantel do mundo.
A ivermectina (Ivomec está no mercado desde 1981 e até hoje é um dos antiparasitários de maior sucesso no tratamento de endoparasitas (nematóides), ectoparasitas (ácaros e piolhos sugadores). Isto se deve por sua açăo particular no sistema nervoso (GABA) dos parasitas, o que dificulta o aparecimento de resistęncias.
Por essa capacidade de açăo no sistema nervoso, começou-se a estudar uma possível açăo, do fármaco no sistema nervoso dos hospedeiros (aves, bovinos, căes, etc.). detectando-se alguns efeitos colaterais em algumas  raças de căes e também em animais que receberam superdosagem. Esses efeitos colaterais variam de incordenaçăo motora e tremores transitórios, perda de fertilidade por algum tempo em mamíferos até mortes em  alguns casos.
Devido ŕ caręncia de estudos a respeito do uso e efeitos colaterais de ivermectina em aves, decidimos desenvolver um trabalho específico, em conjunto com o departamento de Farmacologia, Toxicologia e Patologia da USP, patrocinado pelo CNPq. Este trabalho ainda está em andamento sob os estudos da Dra. Camila G. Pontes (formanda da USP), e a cada nova fase, mais subsídios săo somados aos resultados demonstrados a seguir:

II - Objetivos
A intençăo de se tratar a açăo e os possíveis efeitos colaterais da ivermectina em aves teve como principais objetivos confirmar a eficácia da dose recomendada no tratamento de endo e ectoparasitas, determinar os efeitos  na reproduçăo (número de ovos, ovos brancos, morte embrionária e viabilidade de filhotes), além de fixar o que seria uma superdosagem prejudicial ŕs aves.
Foram usados 36 casais de manons (Munia demonstica) em gaiolas separadas onde observou-se por 2 ninhadas os parâmetros reprodutivos acima indicados. Os dados foram anotados e logo após essas duas ninhadas. Os casais foram divididos em quatro grupos para a administraçăo da droga.

Grupo 1 - Controle injetado apenas propilenoglicol*(diluente)
Grupo 2 - Machos tratados com Ivomec
Grupo 3 - Fęmeas tratadas com Ivomec
Grupo 4 - Casal tratado com Ivomec

A aplicaçăo foi feita na dose de 0,01 ml por kg de peso vivo (dose recomendada na literatura) por via intramuscular peitoral. Para conseguir um volume significativo para a aplicaçăo houve necessidade de diluiçăo do Ivomec em propilenoglicol. Observou-se a reproduçăo e na análise das ninhadas houve um aumento na produtividade (número de ovos e de filhotes) explicado pela desparasitaçăo das aves.
A partir desta constataçăo começamos a aumentar as doses na ordem de 10 vezes para cada ninhada onde começaram a aparecer alteraçőes reprodutivas como queda do número de ovos e/ou queda de fertilidade (ovos  brancos).
Hoje o experimento continua e já está em uma dose bastante elevada sem apresentar sinais clínicos de efeitos nas aves, a năo ser diminuiçăo da reproduçăo.

III - Conclusőes
1 - Confirmou-se a eficácia do Ivomec no tratamento de endo e ectoparasitas das aves ornamentais.
2 - Confirmou-se a dose recomendada e a ausęncia de efeitos colaterais tanto nas aves quanto na sua reproduçăo nessas condiçőes.
3 - Confirmou-se o efeito prejudicial se usado em dose errada ou de forma continua.
4 - Em dosagens muito elevadas pode provocar convulsőes, tremores, cegueira e até morte.
5 - É o medicamento de maior eficácia para o tratamento de ácaro de traquéia e com os resultados rápidos 6 - Pela dificuldade de diluiçăo a campo, foram feitas algumas adaptaçőes como colocar uma gota de seringa de insulina na musculatura do peito, ou usar a formulaçăo Pour-on (azul) pingando no bico ou na nuca da ave.
7 - Seguindo essas formas de administraçăo, năo se consegue atingir doses prejudiciais podendo ser usado com segurança tanto para a ave quanto para a sua reproduçăo.
8 - O único cuidado deve ser com a época e a freqüęncia de administraçăo do Ivomec, que deve ser determinada pelo veterinário responsável pelo plantel de acordo com a espécie, época de reproduçăo e grau de parasitismo.

IV - Consideraçőes Finais
Esses dados foram extraídos de trabalho científico realizado por nós dentro da faculdade de Medicina Veterinária da USP e confirmados na prática em nossa criaçăo situada no município de Batatais, Săo Paulo, onde tratamos diferenciadamente 3000 matrizes de 28 espécies de aves.
 

Filhotes de Canário belga sendo alimentados pela mãe

Alimentação: Ovo Cozido

Alimentação: Ovo Cozido

O Ovo Cozido é indicado por criadores experientes e veterinários, por assim nutrir com vitaminas importantes aos canários. A casca também é composta por excelentes vitaminas, como por exemplo a albumina.

A quantidade adequada de: 1/2 ovo cozido, cortado com casca, uma vez por semana.

A preparação deve ser feita do seguinte modo: Em fogo alto, ferva o Ovo por 15 minutos para que fique bem cozido e firme por dentro, e assim evite a salmonela.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Decifrando as palavras da canaricultura.

(FÉO LUTINO MARFIM NEVADO)

A canaricultura de canários de cor tem evoluído muito nos últimos anos, e com essa evoluçăo, apareceram diversos nomes técnicos, tornando-se para os iniciantes um problema. Nosso objetivo é definir nesse artigo, o significado de diversos. Vamos a eles!
             LIPOCROMO – Define a cor amarela ou vermelha dos canários. Vejamos uma frase bastante usada: “Puxa que lipocromo!”
            CATEGORIA – Trata-se de como o lipocromo aparece distribuído no corpo do canário. Por exemplo:
                        Intenso;(todo corpo amarelo)
                        Nevado (corpo amarelo entremeado por pequenas partes brancas)
                        Mosaico (corpo branco, com somente algumas zonas amarelas)
            VARIEDADE – É um termo usado na planilha de julgamento, para definir os valores quantitativos e qualitativos do lipocromo, se ele está ou năo dentro do padrăo desejado.
            LIPOCROMO DOURADO   - É um tipo de lipocromo indesejável, na qual a cor amarela aparece como gema de ovo.
            LIPOCROMO LAVADO – É um tipo de lipocromo indesejável, na qual a cor amarela aparece muito diluída e fosca.
            SCHIMELL – Pequenas regiőes brancas, indesejáveis, do corpo de canários intensos.
            NÉVOA OU NEVADISMO – Partes brancas, da extremidade das penas, dos canários nevados.
            MOSAIQUISMO – Regiăo de localizaçăo de lipocromo nos canários mosaicos.
            AMOSAICADO – Canários nevado com tendęncia a apresentar marcaçăo de mosaico.
            MELANINA – Conjunto de pigmentos de cor negra ou marrom.
            EUMELANINA NEGRA – Pigmento negro do centro das penas.
            EUMELANINA MARROM – Pigmento marrom do centro das penas.
            FEOMELANINA – Pigmento marrom das bordas das asas.
            TIPO – Termo utilizado para definir a forma de deposito de melaninas nos canários, avaliando-se sua qualidade.
            BASTŐES OU ESTRIAS – Localizaçăo das eumelaninas negra ou marrom na plumagem do canário.
            ENVOLTURA – Define as melaninas dispersas na plumagem do canário, que năo estăo presentes nos bastőes.
            OXIDAÇĂO – Forma na qual as melaninas se apresentam em sua intensidade máxima.
            DILUIÇĂO – Forma na qual as melaninas se apresentam em sua intensidade mínima.
            UROPIGEO – Regiăo recoberta pelas asas, onde se localiza a glânula uropigeana e inicia a cauda.
            REMIGES – Penas grandes das asas.
            RETRISES – Penas grandes da cauda.
            HARMONIA – pontuaçăo atribuída aos quartetos, pelo mínimo de diferenças entre os pássaros.
            MUTAÇĂO – Modificaçăo ao acaso, de um ou mais genes do canário, alterando suas informaçőes e transmitindo-as a seus descendentes. Exemplo: A mutaçăo pastel alterando o desenho de um canela clássico.
            HIBRIDAÇĂO – É a introduçăo de gene de uma espécie, em outra, através de cruzamentos entre aves de espécies diferentes. Por exemplo: O cruzamento de um pintassilgo com uma canária de cor.
            COR DE FUNDO – Termo utilizado para descrever a presença ou ausęncia de lipocromo. Exemplo: Cor de fundo amarelo, vermelho, marfim, branco (ausęncia de lipocromo).
            EPISTASIA – Fenômeno pelo qual, um par de genes impőem suas características, inibindo as características de outros genes.
            FENÓTIPO – Características genéticas observados externamente em um canário. Por exemplo: Um canário albino (observando a cor branca e os olhos vermelhos).
            GENÓTIPO – Características genéticas năo observadas externamente em um canário. Por exemplo: Um canário amarelo portador de satinet (năo conseguimos identificar externamente que o canário porta satinet).
            DIFORMISMO SEXUAL – Săo diferenças entre machos e fęmeas, visualizadas com uma simples observaçăo dos pássaros.
            CROMOSSOMOS – Filamentos encontrados nas células, que carregam os genes, responsáveis pelas informaçőes genéticas dos indivíduos.
             Espero que, com esse artigo, tenha contribuído para um melhor entendimento do significado de palavras corriqueiras na canaricultura

Texto retirado do site: http://www.criadourokakapo.com/index.php?secao=artigocor000227

Tarefas dos canaricultores ao longo dos meses de um ano.


(CANELA EUMO PRATEADO)



Dezembro/Janeiro.
Efetuam-se as últimas crias. O que não se conseguiu até este mês, não adianta continuar a tentar, pois as fêmeas estão praticamente esgotadas pelo calor, pelo cansaço e pelo esforço da criação. Convém ir se preparando para a próxima muda, administrando para as fêmeas alimentação rica em vitaminas, aveia, etc. Terá que cuidar que a água seja abundante e fresca e que os alimentos brandos não cheguem a fermentar pelo calor. Cuidado com as mudanças bruscas do clima de verão.

Janeiro/Fevereiro.
Todos os utensílios que foram usados durante a época de cria, serão desinfetados corretamente e guardados para a próxima cria. Os exemplares deverão estar nas voadeiras ou gaiolões de emenda. Devemos observar o seu vigor e estado geral de saúde. A alimentação deve ser variada e rica em cálcio para que possam enfrentar o desgaste originado pela muda.

Fevereiro/Março.
Os canários estão em plena muda, não deveremos perder de vista, sobretudo, os últimos filhotes que são os mais débeis, assim como também os exemplares adultos, tratando de ajudá-los no transtorno da troca de penas, preservando-os das correntes de ar e mantendo uma abundante e variada alimentação.

Março/Abril.
Mês de pouca atividade. Os exemplares continuam nas voadeiras. Estarão em sua maioria com suas novas plumas, e com a muda terminando. Devemos começar a escolher os melhores filhotes.

Abril/Maio.
Começa o frio e deveremos aumentar na comida a porcentagem de alguns grãos oleaginosos (níger, cânhamo, etc.). Se iniciará a seleção dos pássaros que poderão ser candidatos a Concursos, colocando-os em gaiolas individuais.

Maio/Junho.
Chega o rigoroso inverno. A alimentação será mais forte, pois o organismo consome grande quantidade de calorias. Observaremos com mais detalhes os pássaros que selecionamos para exposição, mantendo-os em perfeita higiene.

Junho/Julho.
Mês de exposição. O canaricultor obterá o fruto de tudo o que sonhou, não devendo deixar-se levar por algum desengano, pois, em canaricultura sempre haverá o que aprender, e a melhor forma de fazê-lo é corrigindo os fracassos ocorridos. E quanto ao cuidado com os exemplares, seguiremos com a indicação dos meses anteriores, boa alimentação e preservação contra os rigores do inverno

Julho/Agosto.
Começaremos as tarefas da reprodução, serão selecionados, minuciosamente, os casais, observando que ambos os componentes se completem, de acordo com o que desejamos criar.

Agosto/Setembro.
Se o tempo ajudar, teremos fêmeas chocando e para meados do mês, os primeiros filhotes, a quem dispensaremos cuidados especiais, alimentação fresca e variada, abundante e nutritiva. Se tratará no possível, de não molestá-los, apesar de vigiar se constantemente, em momentos oportunos, se os pais tratam dos filhotes.

Setembro/Outubro.
A criação estará em pleno apogeu, e teremos filhotes emplumados e outros a sair dos ninhos, deveremos estar atentos ao comportamento dos pais, pois alguns machos mais fogosos molestam as fêmeas. Se isso ocorrer, deveremos então separá-los . Por outro lado, pode ocorrer que fêmeas arranquem penas dos filhotes, no seu afã de fazer novo ninho. Deveremos então separar os filhotes com uma grade, possibilitando a fêmea a continuar tratando dos filhotes, até que possam comer sozinhos.

Outubro/Novembro.
Neste mês, tendo em conta as indicações feitas para outubro, e quando a criação segue em pleno apogeu, se cuidará que as águas sejam frescas e que os alimentos não cheguem a fermentar, principalmente os brancos (pão com leite, etc.). Não devemos nos descuidar do fator higiene que é de suma importância a esta altura do ano, pois poderão aparecer piolhos e outros parasitos. Teremos que nos assegurar, também, que a noite os mosquitos não molestem os canários, pois estes visitantes noturnos trazem grandes transtornos.

Novembro/Dezembro.
Estaremos na terceira postura ou ninhada, alguns na quarta. Observaremos, como nos meses anteriores o estado dos alimentos e dos bebedouros. Todos os pássaros cevem estar protegidos do rigor do calor. Estaremos com os filhotes da primeira e segunda ninhadas nas voadeiras. Poremos atenção especial na prevenção contra piolhos para que não ataquem as fêmeas, que deverão estar extenuadas pelo esforço realizado.
De um modo sintetizado, analisamos as tarefas mais elementares de acordo com o mês calendário, os pormenores sobre acasalamentos, alimentação, preparação para exposições etc. etc. Boa sorte!!!

Texto retirado do site: http://www.criadourokakapo.com/index.php?secao=artigocor000263